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Minérios são encontrados em mar da Bahia e Gerdau é investigada por possível crime ambiental

Minérios são encontrados em mar da Bahia e Gerdau é investigada por possível crime ambiental

Por Redação

02/06/2026 às 12:25

Atualizado em 02/06/2026 às 12:27

Imagem de Minérios são encontrados em mar da Bahia e Gerdau é investigada por possível crime ambiental

Foto: Jocevaldo Nascimento/Agência Brasil

A contaminação ambiental da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, colocou sob investigação um possível passivo ambiental da multinacional Gerdau, acumulado ao longo de décadas, na área do Terminal Marítimo de Granéis (TMG). O caso foi descoberto após moradores relatarem o surgimento de “líquidos azulados e amarelados” na região, além da morte de incontáveis animais marinhos.

Procurada, a Gerdau afirmou que “operou por cerca de 30 anos” na região, “cumprindo todas as exigências legais ambientais”, e que “nunca houve qualquer contaminação dessa gravidade”. (Veja posicionamento ao final da matéria)

Laudos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), recebidos pelo portal Vero Notícias, revelaram uma grande concentração de cobre, nitrato e compostos nitrogenados nos sedimentos e nos organismos marinhos presentes na água do local. Desde março, a praia está sob restrições para banho e pesca.

Minerio Sao Jose De Peripe

A siderúrgica Gerdau, que operou o terminal até 2022 e realizava a movimentação e a gestão de cargas minerais, foi a única a explorar minério de cobre na região, justamente a substância encontrada nas análises ambientais.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), que acompanha o caso, sustenta que a empresa pode ter responsabilidade no caso. A principal hipótese investigada é a de que resíduos das operações tenham permanecido no subsolo e alcançado a praia por meio do lençol freático, indicando possíveis falhas no armazenamento dos minerais.

 

Posição da Gerdau

Ao Vero Notícias, a Gerdau informou que o caso “ainda está em investigação e que, até o momento, nenhuma análise técnica realizada foi conclusiva quanto às reais causas” da contaminação. A empresa também afirmou que “refuta a tese de que há conclusões de que as manchas atuais configuram passivo histórico acumulado durante as operações” da companhia.

“A atuação da Gerdau [na região] foi encerrada em 2022 com a venda do terminal para a empresa Intermarítima, sendo a licença ambiental do ativo devidamente transferida para o novo proprietário em janeiro de 2022, seguindo a aprovação dos órgãos regulatórios competentes“, declarou.

Fonte: veronoticias.com

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